É verdade, penso que contraí uma luxação na zona intercostal lombar, enquanto fazia exercício de preparação física, na vã tentativa de recuperar a minha forma do ano passado, anterior à sessão massiva de estudo pré-exames. Ainda sinto os 4 ou 5 quilinhos a mais que ganhei nessa altura...
É por isso que não percebo o porquê de se dizer que em portugal há problemas de obesidade. Nada disso. O que há é gente muito culta, que passa muito tempo a estudar. E, como é sabido, ao estudar não é possível fazer desporto. Mas os músculos envolvidos na digestão estão livres, e portanto é possível comermos e estudarmos ao mesmo tempo. Portanto, é óbvio que somos um país de intelectuais. Alguém se opõe? Se sim, que veja quais os motivos que verdadeiramente mobilizam os portugueses: Nietzsche, Kant, discurso do método de Descartes, o Teeteto, etc... Não?
Enfim, hoje o discurso não correu muito mal, mas o ensaio fica por aí. Tenho o belo "Memorial do Convento" para estudar, e uma panóplia sentimental bastante elaborada à espera de ser libertada algures numa daquelas minhas orações tão complexas e tão sem pontuação que o próprio Saramago se sentirá dificultado em seguir sem perder o ideal inicial que motivou toda esta frase, e que o qual eu já esqueci. Ah, a minha "panóplia sentimental"... Seja ela o simples facto de recolher lágrimas que não minhas num ombro que é meu, até ao facto de correr atrás de quem me perseguiu, ou ainda de ver coisas que ainda não via... E agora faço contas de subtrair muito melhor, e já vejo diferenças onde não via... Ou via e não queria ver. Parece que me tornei numa versão masculina da Blimunda, e isso é muito mau. Mas não o pior, que o pior é que me doem as costas.
É por isso que não percebo o porquê de se dizer que em portugal há problemas de obesidade. Nada disso. O que há é gente muito culta, que passa muito tempo a estudar. E, como é sabido, ao estudar não é possível fazer desporto. Mas os músculos envolvidos na digestão estão livres, e portanto é possível comermos e estudarmos ao mesmo tempo. Portanto, é óbvio que somos um país de intelectuais. Alguém se opõe? Se sim, que veja quais os motivos que verdadeiramente mobilizam os portugueses: Nietzsche, Kant, discurso do método de Descartes, o Teeteto, etc... Não?
Enfim, hoje o discurso não correu muito mal, mas o ensaio fica por aí. Tenho o belo "Memorial do Convento" para estudar, e uma panóplia sentimental bastante elaborada à espera de ser libertada algures numa daquelas minhas orações tão complexas e tão sem pontuação que o próprio Saramago se sentirá dificultado em seguir sem perder o ideal inicial que motivou toda esta frase, e que o qual eu já esqueci. Ah, a minha "panóplia sentimental"... Seja ela o simples facto de recolher lágrimas que não minhas num ombro que é meu, até ao facto de correr atrás de quem me perseguiu, ou ainda de ver coisas que ainda não via... E agora faço contas de subtrair muito melhor, e já vejo diferenças onde não via... Ou via e não queria ver. Parece que me tornei numa versão masculina da Blimunda, e isso é muito mau. Mas não o pior, que o pior é que me doem as costas.

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