Sunday, August 12, 2007

Eu gosto bué disto & As invariáveis da vida

É, estamos no "disto" do ano (não, não consigo ser directo e explícito, deve ser um problema mental), e eu estou no costume passo lento e calmo que costuma ser ritmo de fundo desta minha época (palavras bonitas para dizer grande pasmaceira). Vagarosamente, encaminho-me para um futuro próximo que tem muitas mudanças. Demasiadas, talvez. O medo de não ser capaz de corresponder aos sonhos idealizados é deveras aterrorificante, mas pior que isso é a imagem de ir perdendo aquelas invariáveis da vida que tanta falta me fazem...

As mudanças assustam-me, custa-me admitir isso, e é verdade.. Mas consigo fortalecer-me com elas desde que hajam invariáveis da vida que me acompanhem e me demonstrem no quão bom me tornei, ou no mal que faço e nas formas de o corrigir. Agora se essas invariáveis variam... I'm fucked up.

"O Homem é um bicho de rotinas" - dizem que são 21 dias para mudá-las? Como alguém muito sábio diria: As 11! Em 21 dias não consigo sequer idealizar o que há a mudar. Aliás, não consigo sequer conceber alguém que consiga mudar! Se minha mestra o não consegue, muito menos eu...

Agora voltando a dirigir-me àquela invariável que, invariavelmente, é passagem neste buraco de descarga intelectual de um intelectualoide qualquer: é impossível para mim perceber uma vida de depressão contínua, ou um mundo de paz permanente - parece que são coisas inalcançáveis para a Humanidade. Mas uma vida sem invariáveis da vida não é vida - é morte. E eu sou novo demais para morrer... Mesmo com 80 anos hei-de dizer isto, porque aí estarei casado com 1,57 de pessoa... Mas isso são outras invariáveis paralelas que, correndo o risco da redundância, nunca se perturbam e nunca, nunca, trocam de lugar.

Eterna princesa, não fujas daquele que não é teu príncipe, nem nunca foi ou será. Porque o que o é (ou os que o são, se tal é possível!) te quer duma forma que eu não. E só sendo querida de todas as formas é que uma pessoa é completa. No meu caso: não é obsessão, não é amor ou paixão, não é ódio: é o contrário dessas coisas todas, e não sendo indiferença, é amizade.

Na ausência incompreensível do verbo correcto, ou na incapacidade do escritor de conhecer tal palavra, crio um para nos identificar: amigar. Porque sim, eu te amigo muito. Amigo muita gente, com o tu, ti e ela do costume, mais o ele ele e ele, e o outro que pertence ao grupo dos nós de sempre e se destaca (aejm, só para que não digam que nao faz sentido o que digo). Mas porque destes, só tu lês (penso eu de que...), percebe-me: eu vario, tu também, e para todos os outros, mal era se o não fizessem! Mas não saias daqui, sê a minha invariável da vida: aquela eterna princesa que me apoia, que quebra promessas por mim e que me faz prometer silêncios cumpridos, a quem eu conto segredos secretos e vejo que este não se espalha. A confidente do confidente que eu sou. Sim, que um intelectualoide qualquer, principe de coisa alguma (do ali, diz o nick!), precisa da sua eterna princesa...

Invariável da vida, no disto que é o Verão...


PS - Desligo a chamada, penso e não chego a conclusão alguma. É normal. Mensagem do ela do costume raro recebida: preocupa-se pela minha falta de paixao própria. Novamente, é normal, dentro do raro que é. Voltando ao assunto: se penso e não concluo, é porque por e simplesmente sinto. Consigo sentir sem pensar (oh Pessoa, o quanto me invejas agora!), mas só para ti. O ti que és tu ;)