Wednesday, February 06, 2008

És meu ponto final

Porque tudo nos afecta, e a ironia da crítica deve ser apenas exposta quando a ironia da vida nos permite, e este é um momento em que a vencedora da corrida nao foi a primeira mencionada:


Respiro. Vejo. Sinto. Vivo. E apenas vivo, porque sinto. E vejo. E respiro. E todos os momentos em que não respiro. Sofro, desejo. Imagino. E melhoro, porque tenho. Quanto tenho. Por mim, a minha vida representava-se de uma forma simples: ...
Muitas vezes... Um ano de ... Muitos anos, com ... Como já disse, namorava. Casava. Mas sempre, namorava. Nunca esquecendo aquele verbo por mim inventado, para culmatar a grande falha da língua portuguesa: Amigava. Sempre amigava. Único ponto da vida em que coloco um ponto final certo, e em que acrescento a palavra "sempre" sem qualquer dúvida. Amigava. Amigo. Sempre.

És . quem me mantém vivo, visto que a beleza da minha saúde se esvanece ao dia, e piora sempre que nao vejo. Irónico, assim que estudo para melhorar saúdes alheias, vejo a minha saúde a alhear-se de mim mesmo, sem nada para me ajudar, que não.

Desculpa toda a carga que pus em cima. Mas nada me atingiu tanto como que aquilo que temos, de forma a que publique uma mensagem destas em pseudo-código, só realçando a minha insanidade mental quando não tenho. E acabei de ter. Por uns míseros minutos, mas tive.

Vou tentar encontrar. Na terra dos sonhos, vejo. Ou é de tanto querer. que vejo. Qualquer das formas, vivo. Sinto. Vejo. Respiro.

És meu ponto final........

Saturday, February 02, 2008

Vida

A vida. O belo do acto que é viver. Apenas respirar e manter o coração a bater.

Não.

Um grupo de amigos. Uma festa. Um café ao fim da tarde. Um por do sol, na companhia da morena de olhos verdes que sempre foi a nossa. Um telemóvel a tocar. Uma fotografia afixada ao lado da cama. Uma pilha de prendas no aniversário. Apenas uma prenda no dia de aniversário. Amigos no dia de aniversário. Amigos toda a vida. Namorada. Mulher. Namorada toda a vida. Um filme. As pipocas. A cama. Na cama. Um jogo. A brincadeira. O sol, a lua, o vento. Até o vento. Luz. A do quarto, acesa. A da sala, com lareira. O natal. Muitos natais. A música. A imaginação. A força. O desporto. O cansaço. A dor. A doença. A morte.

...

Não sei o que é a vida. Quase 19 anos e ainda não sei o que isso é. Mas axo que és tu...


Isto de estar doente e com perturbações mentais graves, é capaz de ter as suas influências na escrita.
É pena que muitos dos destinatários não leiam o que aqui é escrito. E é pena que outros, quando vêm (sim, porque ler não deve ser...), ignoram. Agora volto. Volto a libertar a minha mente, por uns breves momentos. Se liberto tudo, chamar-me-ão de louco, ou eu próprio a não controlo e acabo pendurado.. Portanto, só um bocadinho de loucura.

Afinal, de médico e de louco todos temos um pouco. Parece que, sorte ou azar, vou ter sempre muito dos dois!