Friday, April 20, 2007

Vivo ou morto?

Estou cansado. Doem-me musculos que o meu conhecimento de anatomia não abrangia, e os olhos pesam-me. Infelizmente, o cérebro anda a 2000 km/h, não consigo adormecer. E se o conseguir, é certo que vou ter um sonho mais complexo que o próprio real, daquelas noites que apesar de se dormir 10horas, não se descansa nada. Ainda por cima com um hematoma no joelho e um tornozelo torcido, nem sequer posso ir buscar uma bela ceia para que o sono venha duma forma mais pacífica. Não, essas lesões não vieram duma sessão de pancada... Vieram de algo bem mais bruto e estúpido...

Torneio da escola. Sempre o ponto alto do ano escolar para quem vê a escola reduzida àquela elevação de relevo no canto oposto à entrada, vulgo, campo. No fundo, é o climax do ano lectivo para aqueles que pensam que ser leccionado não interessa. É o torneio da escola. Começou quando começava a chuva, acabou quando voltou a chuva. E nem sequer passou um ano, de tão estranho que anda o nosso tempo.
Aborrecimentos e marcas de outro tipo que não o psicológico foi o saldo. Ah, e um naco de metal baço que me parece ser o pagamento, quais gladiadores romanos que lutam com as feras, enfrentar outros humanos iludidos com a possibilidade de se tornarem semi-herois é algo que não se deseja a ninguém. E ainda assim, só recebi um naco de metal baço.

E hoje apareceste tu, mas tu não. E tu fazes falta, e tu também. E ao menos o sol do court 7 deu-me um tom (ou tão, segundo uma certa professora de português) mais moreno... E daí, nem moreno se pode chamar a isto. Digamos que a palidez típica de quem se segue pelas minhas metas desapareceu, e que o tom que agora tenho apenas espelha uma semana passada segundo o meu coração. E mesmo assim não o segui na sua totalidade, senão ainda estava preto... Preto e sem tornozelo, provavelmente! Mas o naco de metal baço ainda seria maior... Oh, bendito cérebro! Só tu te podes queixar dele, e ainda assim o elogias. E tu elogia-lo mais que ninguém. São tu's que, em conjunto com o outro tu, uns poucos de nós e os restantes eles, me formam a mim.


Friday, April 13, 2007

Crónica

Cronicar sobre coisa alguma não dá, portanto desta vez isto vai mesmo ter assunto (será?). Então iniciemos: no ranking das maiores vendas das livrarias, encontramos quatro "donos de livros" portugueses, em 6 enunciados. E porquê a expressão utilizada em vez do gramaticalmente correcto "autores" ou "escritores"? Pela simples razão de que o meu cérebro me impede de classificar como tal pessoas como a fidalguíssima Carolina Salgado e a incrivelmente interessante Fátima Lopes. Ao lado de incultos como Saramago ou José Eduardo dos Santos, essas belas mulheres previamente enunciadas são, sem qualquer dúvida, uns seres humanos superiores, logo, o nome "autor" ou "escritor" não se adapta. Algo como "super-hiper-mega-ri-fixes" seria mais adequado, utilizando uma expressão de um indivíduo também superior. Continuando...

Assim, decididamente, fico espantado com a capacidade intelectual dos portugueses, capazes de devorar leituras de tão alto gabarito como a daquelas duas senhoras (indubitavelmente, mais uma que outra). Será que começamos a optar por aqueles textos que nos identificam, como uma pátria culta, evoluída e adaptada às novas tendências? Assim parece.
Se continuar a procurar exemplos do gosto refinado nacionalista, certamente mais seres nititdamente "superiores" também mereceriam menção, como as boys-band (um conceito por si só já inovador) recentes ou um senhor com dupla Carreira, como exemplo musical. Ah, e claro, nunca esquecer que todos os portugueses realizam um grande teste a cada indivíduo que tenta cativar a sua atenção: nunca apreciam ninguém só por motivos de descendência! Veja-se a Carreira de cada um...
Posso assim congratular-me de pertencer a uma nação tão evoluída como esta. Aliás, até me começo a sentir mal... O meu nível pessoal de forma alguma me inclui neste leque de tão ilustres personagens! Sinto-me espanhol.




Decididamente gosto de libertar a minha má disposição sob a forma de crítica espontânea a tudo o que mexe e a tudo o que está quieto. Só se safam aqueles que não fazem nem uma nem outra, mas esses também nem merecem um cu duma palavra. Literalmente falando.
Sim, hoje é sexta feira 13. Superstições aceito, Deus nos salve delas, ó supremo senhor que tudo controlas... Mas ainda assim acho que estou numa forma fantástica: consigo fazer tudo o que quero num nível tão ridiculamente aceitável que me enojo do quão aceitável que sou. Brutal, não?

Quando for parar ao Magalhães Lemos, por favor levem-me o portátil na hora das visitas. Escrever ajuda-me. Ah, e não se esqueçam de pedir à enfermeira para me retirar o colete de forças, que com aquilo posto não deve dar muito jeito. Digo eu!