Saturday, December 30, 2006

Falho

Falho quando falo. E é porque falo que eu falho. Calado não conquistava tudo o que conquistei: a minha colecção de erros.
Tenho agora que resolver erros que criei.E o incrível disto tudo é que o meu maior erro foi criado não falando nem agindo, mas deixando-me guiar pelos impulsos. E agora quero remediar a situação, tendo de destruir aquilo onde guardei o meu erro, sem que ninguém, no entanto, entenda que o fiz propositadamente. Ja tentei abaná-lo até que comece a fazer ruidos, já estive parado a olhar para ele durante horas, e ainda não consegui desvendar o que fazer em seguida. Pô-lo debaixo de um autocarro não é certamente uma opção discreta, apesar de ser certamente bastante efectivo. É provável que tenha de optar por isso. Mas depois vou ter de gastar muito dinheiro a comprar um novo. Bem, mais vale uma batelada de massa do que meter-me numa alhada que nem bela merece como adjectivo. Se bem que isso implica mais umas mentiras, daquelas tao bem estruturadas que se tornam verdade para o seu criador...

E, aqui no meio de belas metáforas, tudo fica claro como àgua... Incrível como ninguém irá perceber.

Saturday, December 02, 2006

Febre

Estou febril. Sinto um calor que me invade, percorre-me dos pés à espinha e esvai-se algures pelo caminho. De seguida, volta o frio a que me ando a habituar. O efeito da aspirina passou, voltam os sintomas.

A minha aspirina é inacabável, mas a minha gripe tem mais formas do que as que seriam de esperar. Já nem ela gosta dela própria, já a aspirina está farta de atenuar os sintomas de tantas gripes de origem semelhante. São diferentes mas vêm todas do mesmo lado. Agora tem havido competição - muitos medicamentos por aí, e até os genéricos ajudam - mas aspirina so uma. Ácido acetilsalicílico, tantas vezes me ajudas.

Mas volta a gripe. E desta vez até ao cérebro assusta. Todo o corpo anda a fraquejar, e já são muitas aspirinas em vão. Não desisto, mas, e repito-me, ando-me a habituar a esta gripe, de tão confortável que ela é quando comparada com outras. Mas continua, ainda assim, a ser doença, logo quero-a fora. Mas até que gosto dela...

Veja-se: se conseguir, aspirinicamente ou não, livrar-me dela, tenho no máximo um mês ou dois de saúde plena (que nem tão plena é, pois despedidas, mesmo da gripe, custam sempre um bocadinho), e depois voltava a apanhar uma gripe daquelas que nos mandam pa cama. Não, que essas até têm um lado positivo. Era mais daquelas que nem nos come, nem nos deixa comer. Essas sim, chateiam.

E agora que faço? Tomo uma das tuas aspirinas, daquelas que, no meio de chás e maçãs cozidas, realmente resultam, ou opto por aceitar este tipo de gripe, e esperar passivamente que ela se vá desenvolvendo (essencialmente, crescendo) até que me apanhe por completo? Ou se calhar nunca me apanhará, antes descairá no esquecimento como tantas outras.

Que faço? Penso procurar médico que me aconselhe, ou então pergunto à embalagem. Sabe mais que muitos eruditos...