Sunday, March 09, 2008

Deixem-me

Deixem-me ir... Eu quero ir! E não quero levar mais ninguém comigo. Isso seria o pior..

Estou a ser sincero. Ha apenas duas pessoas para as quais ainda não estou preparado para deixar. Sim, o ti de quem eu hoje (e ha muitos anos) gostei (e gosto), e aquela cujo nome raramente é mencionado, mas que se confunde com ti. Minha pateta alegre, aquela que eu mais temia nao ser capaz de deixar, consegui perceber bem que já o sou. Portanto faltam aquelas duas obvias respostas.

Por favor, deixem-me ir. Afastem-se de mim. Acaba comigo, ti que podes acabar... E aquela cujo nome raramente é mencionado, eu sei que a culpa não é tua. Não és tu quem me prende, sou eu que me prendo a ti. A ti que és tu, e não o ti (porra, eu próprio me confundo... será da minha mente enfraquecida que as coisas nao resultam tão bem, ou sou eu que nunca fiz as coisas resultar e só agora me apercebo disso?). Continuando:

Ti não tens culpa de nada. Até nem sentes tanto por mim como eu por ti. Mas nem sempre sei se estás comigo por eu estar nesta fase, se estás comigo porque realmente gostas. E isso não me deixa ir... Se acabássemos era tão mais facil!! Mas eu gosto de ti... E não posso ser eu a fazer isso...E o meu coração nao me deixa pedir-te que o faças. Raios...

Aquela cujo nome raramente é mencionado, nunca leias isto. Não quero que vejas este meu lado derrotista, pessimista, e friamente desistente... Mas, lá dizia a música, I am no super man...

Where are you going... You don't wanna go were I'm going, cause my fate has no happy ending...

E tu pateta alegre, desculpa por falhar na altura crucial. Bem sei que, ao escrever isto, vai-te assaltar a mente uma pergunta que me acabarás por fazer. E nessa altura, não te mentirei.

Escrevo cartas... Daquelas que nunca ninguém tem tempo para escrever. Até tenho sorte, nao? Mas não consigo escrever para muita gente... Ha pessoas a quem um beijo de despedida significaria muito. Apetece-me beijar na boca toda a rapariga que amo, e dar um verdadeiro abraço a todo o rapaz que me acompanhou. Eu sei que ti nao acharias muita piada a primeira, porque iria beijar muita gente! Todas aquelas que eu amo. E agora sei que amo muita gente...

Pateta alegre, perdoa-me. Ti, ama-me. Aquela cujo nome raramente é mencionado, vive-me. Tu que completas os 4, aguenta-me. 1.57m que nunca entrou nos 4 e está mais fora deles que nunca, mas que invariávelmente me ajudou, com carinho, sobrevive-me. E já agora, todos vocês já mencionados, entendam-se. Aos outros três mosqueteiros, curtam. Aos outros ciborrenses, desculpem-me pela covardia. A toda a família que eu pude escolher, vivam mais. E novamente a ti...amo-te.

Pateta alegre, último pedido. Sim, eu sei, é terrível ainda te pedir qualquer coisa, mas por favor, antes que faças algo de que eu me possa arrepender, quando leres isto, liga-me. Porque sou eu que te posso explicar tudo. Mais ninguém. Não fales com quem quer que seja que não eu. Eu próprio seria capaz de não te perdoar se o fizesses. Seja a que hora for. Em que dia for. Já, se for preciso. Mas entende: fala comigo agora. Nunca com ninguém, durante ou depois de leres isto. Sim, eu sei que já disse, mas é para perceberes mesmo o quanto eu quero que fales comigo primeiro. Mesmo que eu nao atenda. Mesmo que eu nao possa falar imediatamente, peço-te para não falares com ninguém sobre isto que não eu. Não te perdoaria se o fizesses.

Sim, esta foi a minha forma de resumir todas as cartas. Sei que, quando chegar o dia certo, todos terão acesso a isto. Por isso te peço, pateta alegre, para falares comigo antes de quem quer que seja. Porque tu és a unica com acesso a isto, não quero que o divulgues a ninguém. Apenas tive de escrever isto agora para ter a certeza que conseguia reproduzir fielmente o que sinto e quero.

Sou vosso, mas deixem-me ir...


Arrependo-me de o ter escrito agora, quando ainda me faltam certezas para o que afirmo. Mas agrada-me a ideia de saber que o escrevo como se tivesse a certeza do meu destino. Portanto, mesmo na ínfima possibilidade de que possa voltar a roubar flores, sei que pelo menos tu, pateta alegre, vais saber o que senti. E vais entender, certamente, o quanto eu nao quero que isto se solte. Não quero que imaginas esta possibilidade, mas que penses no quão eu sofreria se nada do que penso se concretizasse, e todos vissem este meu momento de fraqueza. Por favor, nao me esponhas a isto.

Um beijo...


Tuesday, March 04, 2008

O que eu sou

Eu sou um recambolante passageiro. Sinto-me um passeante, que bamboleia por caminhos, vagueia por ruas e alterna entre dias de luar e noites solarengas, tudo enquanto, simultaneamente, leva a cabo o seu objectivo completamente definido. Irónico, não é?

Gostava de vaguear mais. De puder fazer o que sonho: "hoje gostei de ti", oh quanto eu te invejo, Pedro. Era a vida que eu queria. Era vida, o que já não era mau, e era boa. Simples, solarenga, interessante e aconchegante. Boa.

Queria fazer com que todos esquecessem as suas obrigações, que todos fugissem a rotina de um dia, e fizessem o que lhe apetece quando lhe apetece. Mas só aqueles de quem eu verdadeiramente gosto, porque senão a confusão seria demais - sim, o egoísmo que permite a evolução da espécie também existe em mim, não fosse eu, por vezes, humano.

Como era bom, contar-te o que eu sentia, mas vejo que a conversa vai ficar para outra vida. Eu sei, outro dia, mas vidas ou dias confundem-se-me na mente. A minha mente... Aquela que me levou onde eu cheguei, aquela que foi vangloriada vezes sem conta, aquela que me leva pelo meio do mundo a alcançar todo o objectivo mais depressa e melhor que uma enorme percentagem da população. A minha mente, aquela que me foge agora, e me deixa com um único pensamento...




Wednesday, February 06, 2008

És meu ponto final

Porque tudo nos afecta, e a ironia da crítica deve ser apenas exposta quando a ironia da vida nos permite, e este é um momento em que a vencedora da corrida nao foi a primeira mencionada:


Respiro. Vejo. Sinto. Vivo. E apenas vivo, porque sinto. E vejo. E respiro. E todos os momentos em que não respiro. Sofro, desejo. Imagino. E melhoro, porque tenho. Quanto tenho. Por mim, a minha vida representava-se de uma forma simples: ...
Muitas vezes... Um ano de ... Muitos anos, com ... Como já disse, namorava. Casava. Mas sempre, namorava. Nunca esquecendo aquele verbo por mim inventado, para culmatar a grande falha da língua portuguesa: Amigava. Sempre amigava. Único ponto da vida em que coloco um ponto final certo, e em que acrescento a palavra "sempre" sem qualquer dúvida. Amigava. Amigo. Sempre.

És . quem me mantém vivo, visto que a beleza da minha saúde se esvanece ao dia, e piora sempre que nao vejo. Irónico, assim que estudo para melhorar saúdes alheias, vejo a minha saúde a alhear-se de mim mesmo, sem nada para me ajudar, que não.

Desculpa toda a carga que pus em cima. Mas nada me atingiu tanto como que aquilo que temos, de forma a que publique uma mensagem destas em pseudo-código, só realçando a minha insanidade mental quando não tenho. E acabei de ter. Por uns míseros minutos, mas tive.

Vou tentar encontrar. Na terra dos sonhos, vejo. Ou é de tanto querer. que vejo. Qualquer das formas, vivo. Sinto. Vejo. Respiro.

És meu ponto final........

Saturday, February 02, 2008

Vida

A vida. O belo do acto que é viver. Apenas respirar e manter o coração a bater.

Não.

Um grupo de amigos. Uma festa. Um café ao fim da tarde. Um por do sol, na companhia da morena de olhos verdes que sempre foi a nossa. Um telemóvel a tocar. Uma fotografia afixada ao lado da cama. Uma pilha de prendas no aniversário. Apenas uma prenda no dia de aniversário. Amigos no dia de aniversário. Amigos toda a vida. Namorada. Mulher. Namorada toda a vida. Um filme. As pipocas. A cama. Na cama. Um jogo. A brincadeira. O sol, a lua, o vento. Até o vento. Luz. A do quarto, acesa. A da sala, com lareira. O natal. Muitos natais. A música. A imaginação. A força. O desporto. O cansaço. A dor. A doença. A morte.

...

Não sei o que é a vida. Quase 19 anos e ainda não sei o que isso é. Mas axo que és tu...


Isto de estar doente e com perturbações mentais graves, é capaz de ter as suas influências na escrita.
É pena que muitos dos destinatários não leiam o que aqui é escrito. E é pena que outros, quando vêm (sim, porque ler não deve ser...), ignoram. Agora volto. Volto a libertar a minha mente, por uns breves momentos. Se liberto tudo, chamar-me-ão de louco, ou eu próprio a não controlo e acabo pendurado.. Portanto, só um bocadinho de loucura.

Afinal, de médico e de louco todos temos um pouco. Parece que, sorte ou azar, vou ter sempre muito dos dois!

Monday, September 17, 2007

Farto

Com licensa: evitando a necessidade obvia de introduzir um texto de desabafo pessoal para o público, peço desculpa pela incapacidade de manter o lado crítico. Preciso de mandar o mundo à merda, com as letras todas.

Estou feliz: a vida proporciona-me momnentos optimos, e vejo sonhos a realizarem-se. Mas, simultaneamente, ha coisas que me irritam tao profundamente que quase me tiram a boa disposição. Primeiro, e algo que me chateia há muito, a incapacidade por parte de muito boa gente em compreender o que aqui escrevo - muitas conclusões precipitadas que sempre tiram conseguem por-me a questionar se verdadeiramente me conhecem. Segundo, a velha táctica do "mete nojo" que outras pessoas usam, e cuja paciência me tem vindo a esgotar. E, em terceiro, um problema referente às pessoas que criaram o primeiro. Têm falhado nas respostas, na forma e na altura. Não compreendem urgências, desviam as boas maneiras para outras pessoas, falham no trato e mudam muito rapidamente. Mudam, mudam quem nao devia mudar. E porque através de mensagens subtis isto não lá vai, penso que mais directo à "cabeça do que isto", não há.

Tuesday, September 04, 2007

Nação e desporto

Ora retomando a vertente crítica (ideia inicial deste espaço de loucura, diga-se), viro-me desta vez para os eventos mais recentes: mundial de atletismo e reentré política. A previsão de um novo ano cheio de "desertos", "camelos", "tangas" e afins, é sem dúvida interessante. E um evento desportivo celebrizado, que não futebol, é sempre interessante de analisar...

Após um recente elogio dos jornais ingleses ao senhor Mourinho - dizem que é espanhol - vejo que o mundo já conhece a nossa nação. Falamos espanhol, somos da América Latina, e devemos ter sido descobertos algures entre 1500 e 1600 d.c. Ou então, quando nos localizam na Península Ibérica, fielmente nos caracterizam como uma província espanhola, talvez governada por uns monarcas desgovernados - nalguma coisa haviam de acertar. Assim, pensava eu que alguma glória em competições desportivas pudessem ajudar ao conhecimento do nosso povo. Mas, agora que penso nisso, já descobrimos meio mundo, fomos cantados como "jardim há beira mar plantado" com a 6ª língua mais falada do mundo... Ok, medalhas são insignificantes, conquistas e vitórias são ignoradas. Hey, e que tal fazermos uma guerra?

Noção de nação - um sentimento generalizado num grupo de indivíduos que comungam de uma mesma vontade (ou destino) apesar das diferenças individuais de cada um, o que os leva a defender o seu direito de autodeterminação. Anyone? Não? Pois... Haverá algum sentimento generalizado em nós? Procurem bem... Sei de dois. A paixão pela paz - é intrínseco ao português querer ficar quieto, no seu canto, para que ninguém dê por nós enquanto procura uma forma de sair ileso de um sarilho que terá ajudado a criar. O outro? [ironia] a paixão pelo país. A vontade de exaltar os nossos feitos e nunca esquecer o que de bom conseguimos. Parece contradição, dizer isto no meio de tanta crítica e mal dizer, mas a verdade é que a autocrítica infundada nos caracteriza. Partiu? É português... Falhou? Era português... Bateu? Um português guiava. Etc etc... Isto faz com que uma aura de falhanço dite desde logo as iniciativas. É mau a autocrítica? Nunca!! Mas se a fizermos de forma fundada e construtiva, TALVEZ conseguissemos corrigir algo. Note-se o talvez, é que está muito discreto...

Anarquia. Ausência de coerção, de qualquer lei que impeça qualquer movimento. Numa sociedade perfeita, o (anti)sistema perfeito. A possibilidade de liberdade total, apenas regrada pela moral humana perfeitamente definida.

Anarquia. Ausência de ordem, de qualquer lei que proíba os crimes do mundo. Na sociedade actual, uma pena de morte ao mundo e à humanidade. A possibilidade de liberdade total, liderada por fundamentalismos, seria o fim.

Note-se: em nenhum menti. Apenas para mostrar como é possível dar opiniões sem, à partida, julgar algo. Em nenhum digo que é mau ou bom - apenas aplico o mesmo conceito em patamares diferentes.

Fazendo isso mesmo com a nação portuguesa, com o conceito de solução, temos dois problemas - ela não evolui como deveria (evolui sequer?) e perde nitidez de raciocínio com o passar dos anos; falha na autoavaliação, falta-lhe a confiança, o que é originado pela (des)evolução que sofremos. E um leva ao outro. Assim, se aplicarmos a confiança ao nosso estado actual, seríamos como um toxicodependente que se gaba de não ser bêbedo. Se evoluirmos e mantivermos a aura de falhanço, ninguém acredita e voltamos à estagnação do costume.

E mudarmos os dois?

(o mundo cala-se. Ligam-se as televisões, há jogo hoje. Óptimo, tudo está bem. E se não há jogo, há missa, ou há ópio, ou outros sinónimos. Não que critique isto. Também vejo futebol, também assisti a missas, também experimentei muita coisa. Mas quando é preciso mudar, não é com nenhuma destas que vou conseguir. É actuando, mexendo-me.).

Comfortably numb - confortavelmente imobilizado. True... So so true...

Sunday, August 12, 2007

Eu gosto bué disto & As invariáveis da vida

É, estamos no "disto" do ano (não, não consigo ser directo e explícito, deve ser um problema mental), e eu estou no costume passo lento e calmo que costuma ser ritmo de fundo desta minha época (palavras bonitas para dizer grande pasmaceira). Vagarosamente, encaminho-me para um futuro próximo que tem muitas mudanças. Demasiadas, talvez. O medo de não ser capaz de corresponder aos sonhos idealizados é deveras aterrorificante, mas pior que isso é a imagem de ir perdendo aquelas invariáveis da vida que tanta falta me fazem...

As mudanças assustam-me, custa-me admitir isso, e é verdade.. Mas consigo fortalecer-me com elas desde que hajam invariáveis da vida que me acompanhem e me demonstrem no quão bom me tornei, ou no mal que faço e nas formas de o corrigir. Agora se essas invariáveis variam... I'm fucked up.

"O Homem é um bicho de rotinas" - dizem que são 21 dias para mudá-las? Como alguém muito sábio diria: As 11! Em 21 dias não consigo sequer idealizar o que há a mudar. Aliás, não consigo sequer conceber alguém que consiga mudar! Se minha mestra o não consegue, muito menos eu...

Agora voltando a dirigir-me àquela invariável que, invariavelmente, é passagem neste buraco de descarga intelectual de um intelectualoide qualquer: é impossível para mim perceber uma vida de depressão contínua, ou um mundo de paz permanente - parece que são coisas inalcançáveis para a Humanidade. Mas uma vida sem invariáveis da vida não é vida - é morte. E eu sou novo demais para morrer... Mesmo com 80 anos hei-de dizer isto, porque aí estarei casado com 1,57 de pessoa... Mas isso são outras invariáveis paralelas que, correndo o risco da redundância, nunca se perturbam e nunca, nunca, trocam de lugar.

Eterna princesa, não fujas daquele que não é teu príncipe, nem nunca foi ou será. Porque o que o é (ou os que o são, se tal é possível!) te quer duma forma que eu não. E só sendo querida de todas as formas é que uma pessoa é completa. No meu caso: não é obsessão, não é amor ou paixão, não é ódio: é o contrário dessas coisas todas, e não sendo indiferença, é amizade.

Na ausência incompreensível do verbo correcto, ou na incapacidade do escritor de conhecer tal palavra, crio um para nos identificar: amigar. Porque sim, eu te amigo muito. Amigo muita gente, com o tu, ti e ela do costume, mais o ele ele e ele, e o outro que pertence ao grupo dos nós de sempre e se destaca (aejm, só para que não digam que nao faz sentido o que digo). Mas porque destes, só tu lês (penso eu de que...), percebe-me: eu vario, tu também, e para todos os outros, mal era se o não fizessem! Mas não saias daqui, sê a minha invariável da vida: aquela eterna princesa que me apoia, que quebra promessas por mim e que me faz prometer silêncios cumpridos, a quem eu conto segredos secretos e vejo que este não se espalha. A confidente do confidente que eu sou. Sim, que um intelectualoide qualquer, principe de coisa alguma (do ali, diz o nick!), precisa da sua eterna princesa...

Invariável da vida, no disto que é o Verão...


PS - Desligo a chamada, penso e não chego a conclusão alguma. É normal. Mensagem do ela do costume raro recebida: preocupa-se pela minha falta de paixao própria. Novamente, é normal, dentro do raro que é. Voltando ao assunto: se penso e não concluo, é porque por e simplesmente sinto. Consigo sentir sem pensar (oh Pessoa, o quanto me invejas agora!), mas só para ti. O ti que és tu ;)