Monday, September 17, 2007

Farto

Com licensa: evitando a necessidade obvia de introduzir um texto de desabafo pessoal para o público, peço desculpa pela incapacidade de manter o lado crítico. Preciso de mandar o mundo à merda, com as letras todas.

Estou feliz: a vida proporciona-me momnentos optimos, e vejo sonhos a realizarem-se. Mas, simultaneamente, ha coisas que me irritam tao profundamente que quase me tiram a boa disposição. Primeiro, e algo que me chateia há muito, a incapacidade por parte de muito boa gente em compreender o que aqui escrevo - muitas conclusões precipitadas que sempre tiram conseguem por-me a questionar se verdadeiramente me conhecem. Segundo, a velha táctica do "mete nojo" que outras pessoas usam, e cuja paciência me tem vindo a esgotar. E, em terceiro, um problema referente às pessoas que criaram o primeiro. Têm falhado nas respostas, na forma e na altura. Não compreendem urgências, desviam as boas maneiras para outras pessoas, falham no trato e mudam muito rapidamente. Mudam, mudam quem nao devia mudar. E porque através de mensagens subtis isto não lá vai, penso que mais directo à "cabeça do que isto", não há.

Tuesday, September 04, 2007

Nação e desporto

Ora retomando a vertente crítica (ideia inicial deste espaço de loucura, diga-se), viro-me desta vez para os eventos mais recentes: mundial de atletismo e reentré política. A previsão de um novo ano cheio de "desertos", "camelos", "tangas" e afins, é sem dúvida interessante. E um evento desportivo celebrizado, que não futebol, é sempre interessante de analisar...

Após um recente elogio dos jornais ingleses ao senhor Mourinho - dizem que é espanhol - vejo que o mundo já conhece a nossa nação. Falamos espanhol, somos da América Latina, e devemos ter sido descobertos algures entre 1500 e 1600 d.c. Ou então, quando nos localizam na Península Ibérica, fielmente nos caracterizam como uma província espanhola, talvez governada por uns monarcas desgovernados - nalguma coisa haviam de acertar. Assim, pensava eu que alguma glória em competições desportivas pudessem ajudar ao conhecimento do nosso povo. Mas, agora que penso nisso, já descobrimos meio mundo, fomos cantados como "jardim há beira mar plantado" com a 6ª língua mais falada do mundo... Ok, medalhas são insignificantes, conquistas e vitórias são ignoradas. Hey, e que tal fazermos uma guerra?

Noção de nação - um sentimento generalizado num grupo de indivíduos que comungam de uma mesma vontade (ou destino) apesar das diferenças individuais de cada um, o que os leva a defender o seu direito de autodeterminação. Anyone? Não? Pois... Haverá algum sentimento generalizado em nós? Procurem bem... Sei de dois. A paixão pela paz - é intrínseco ao português querer ficar quieto, no seu canto, para que ninguém dê por nós enquanto procura uma forma de sair ileso de um sarilho que terá ajudado a criar. O outro? [ironia] a paixão pelo país. A vontade de exaltar os nossos feitos e nunca esquecer o que de bom conseguimos. Parece contradição, dizer isto no meio de tanta crítica e mal dizer, mas a verdade é que a autocrítica infundada nos caracteriza. Partiu? É português... Falhou? Era português... Bateu? Um português guiava. Etc etc... Isto faz com que uma aura de falhanço dite desde logo as iniciativas. É mau a autocrítica? Nunca!! Mas se a fizermos de forma fundada e construtiva, TALVEZ conseguissemos corrigir algo. Note-se o talvez, é que está muito discreto...

Anarquia. Ausência de coerção, de qualquer lei que impeça qualquer movimento. Numa sociedade perfeita, o (anti)sistema perfeito. A possibilidade de liberdade total, apenas regrada pela moral humana perfeitamente definida.

Anarquia. Ausência de ordem, de qualquer lei que proíba os crimes do mundo. Na sociedade actual, uma pena de morte ao mundo e à humanidade. A possibilidade de liberdade total, liderada por fundamentalismos, seria o fim.

Note-se: em nenhum menti. Apenas para mostrar como é possível dar opiniões sem, à partida, julgar algo. Em nenhum digo que é mau ou bom - apenas aplico o mesmo conceito em patamares diferentes.

Fazendo isso mesmo com a nação portuguesa, com o conceito de solução, temos dois problemas - ela não evolui como deveria (evolui sequer?) e perde nitidez de raciocínio com o passar dos anos; falha na autoavaliação, falta-lhe a confiança, o que é originado pela (des)evolução que sofremos. E um leva ao outro. Assim, se aplicarmos a confiança ao nosso estado actual, seríamos como um toxicodependente que se gaba de não ser bêbedo. Se evoluirmos e mantivermos a aura de falhanço, ninguém acredita e voltamos à estagnação do costume.

E mudarmos os dois?

(o mundo cala-se. Ligam-se as televisões, há jogo hoje. Óptimo, tudo está bem. E se não há jogo, há missa, ou há ópio, ou outros sinónimos. Não que critique isto. Também vejo futebol, também assisti a missas, também experimentei muita coisa. Mas quando é preciso mudar, não é com nenhuma destas que vou conseguir. É actuando, mexendo-me.).

Comfortably numb - confortavelmente imobilizado. True... So so true...