Look, it's Prince Ali!!!!
Vagueando pelas ruas (mas não ao som de low reed), em noites cuja definição é baseada em nevoeiros cerrados, acho que a essencia pessoana me vai invadindo aos poucos. A impossibilidade de se atingir felicidade e de pensar em simultâneo começa a parecer, aos poucos, um pouco mais longe. A dor de pensar, a nostalgia (e consequente prisão) de infância, e os restantes temas típicamente abordados por Pessoa e companhia, assemelham-se cada vez mais a actos meus. E fujo desse problema, sem sequer o considerar tal coisa.
The cave of wonders is proud to present.......
"The wonderful meaning of freedom & happiness"
Pois é. Há significados que pensamos conhecer tão bem que nem nos questionamos acerca dos mesmos. Evitando o sensacionalismo que seria questionar sobre o significado de "eu", "nós", "vida" ou o pior de todos, "amor", questiono o significado de duas palavrinhas em conjunto - liberdade e felicidade (tradução para leigos da língua de sua majestade). E aqui entra o já mencionado Fernando Pessoa, que diria certamente que uma pessoa nunca é livre, e que só é feliz quem não pensa. Logo uma pessoa livre, feliz e pensadora seria algo de utopicamente e estupidamente errado (fala-se em escritores e vem logo o Eça meter o nariz). Será?
Vá, digamos que não. Em simultâneo, realmente torna-se dificil pensar e ser feliz. Mas é possível uma pessoa com capacidades cognitivas assinaláveis, que de tanto o serem, seria capaz de parar de pensar para simplesmente usufruir do momento, rindo de forma saudável. E uma pessoa livre? Um livre pensador chegaria a esta conclusão rapidamente, mas uma pessoa livre será obrigatoriamente feliz? Nem por isso, visto que a liberdade por si só não traz felicidade. É apenas o que eu apelido de uma má condicionante -> sozinha não nos trás o fruto - a felicidade - mas sem ela não o podemos obter. Um entrave, vá...
Todo este desabafo para afastar de mim mesmo o mau olhado pessoano. Farto de temer que posso sofrer do mesmo mal desse "ortónimo heteronimado", precisava de provar a mim mesmo, por facto factual e escrita escrevida, que era capaz de passar incólume a tal drama.
Mas acrescento algo para todos os patetas alegres que bem conheço - que não pensem que ser inocente é mau. Vivam a vida como ela é - vivem mais do que aqueles que, como eu ou, ainda pior, como Pessoa, pensam demais.
Sim, isto também é para ti, sua bela pateta alegre...
Saturday, October 14, 2006
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